quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mesmo que mude

Acho engraçado falar sobre amor. Cada um tem uma opinião, uma crença, um jeito de lidar. Conheço pessoas explícitas e pessoas que escondem qualquer pingo de sentimento. Sei de pessoas que já se "acharam", e outras que vivem procurando. Pessoas feridas que ainda buscam, e pessoas feridas que desistiram. Acho que algumas feridas simplesmente nunca saram. Mas mesmo que sare, melhore, fique mais leve, ainda é amor. Mesmo que você chame de outra coisa, ainda é amor. Você pode fazer várias coisas ao mesmo tempo. Pensar em várias coisas. Pensar em várias pessoas. Gostar de várias coisas. Gostar de várias pessoas. Amar alguém hoje não significa apagar quem você amou antes. Quem você ama hoje pode não ser quem você amava ontem. Mas o amor de ontem ainda é amor. Pode estar meio embaçado, mas ainda é amor. Você pode ter um novo alguém. Você pode estar sorrindo mais ou menos vezes ao dia. Você estar sentindo mais ou menos saudade. Mas é amor. Assim como o de ontem, é amor. Muda o foco, mas ainda é amor. Você pode chamar de outra coisa, mas ainda é amor. Aquilo que você amou ontem já faz parte de você. Você aprendeu, cresceu, amou. Não dá pra voltar atrás. Aprendemos, crescemos, curamos, superamos, mas nunca esquecemos. Passam-se dez anos, pode não doer mais. Pode não balançar mais. Virou algo tremido, fora de foco. Mas ainda é amor. É tarde demais pra dizer que não é amor. mesmo que você chame de outra coisa. "É sempre amor, mesmo que mude".

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Blurry

"
Tudo está muito embaçado, e todos são muito falsos. E todo mundo está vazio, e tudo é tão confuso. Pré-ocupado sem você, eu não posso viver de maneira alguma. Meu mundo inteiro te cerca, eu tropeço e depois rastejo.
Você poderia ser o meu alguém, poderia ser minha cena. Você sabe que eu te protegerei de todo o obscuro. Eu imagino o que você está fazendo, aonde está. Existem oceanos entre nós, mas isso não é tão longe.
Pode você levar isso tudo embora? Essa dor que você me causou, você pode tirar?
Todo mundo está mudando, não sobrou ninguém real. Então crie seu próprio final, e depois me diga como se sente.
Porque eu estou perdido sem você, não posso viver de maneira alguma.
Ninguém me disse o que pensar, ninguém me disse o que dizer. Todos te mostraram pra onde virar, pra onde correr. Ninguém me disse aonde eu deveria me esconder!
Essa dor que você me trouxe, tire ela de mim!
"
(Puddle of Mudd)

domingo, 26 de julho de 2009

That song

(…) E ele costumava cantar aquela música... Aquela música estúpida que falava sobre amor. Aquela música estúpida que ele passava horas analisando e tentando entender. A música estúpida que o fez acreditar que o amor era invencível, INVENCÍVEL! Aquela música estúpida e idiota que eu odiava tanto. Aquela p*rra de música que ele ficava cantando o tempo todo e que na hora de dormir, não saia da minha cabeça! Aquela música idiota que ele sussurrou no meu ouvido naquela noite, aquela noite idiota... E agora eu entendo aquela música idiota. Nossa, eu sinto falta daquela música!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Oi!

Hoje é dia de me apresentar. Oi! Meu nome é Bianca, tenho 18 anos. Eu sou alta, magra, de poucos e curtos cabelos. É, meu cabelo demora pra crescer, e quando ele chega quase lá, aonde eu gostaria, eu sinto vontade de cortá-lo. Fico mal com isso, me arrependo. E me acostumo, deixo-o crescer de novo. Eu tenho unhas grandes e bonitas, finalmente. Costumava ter unhas roídas, que sangravam, e davam choque quando eu tomava banho. Eu sou perfeccionista. E pra quem pode achar que é exagero, não é, eu pego a pinça direto só para arrancar uns cílios que nascem no lugar errado. Eu não gosto de pés, e odeio os meus. Eu adoro salto alto, mas nem sempre me sinto bem usando, já que tenho 1,74m. Eu sou alérgica, muito alérgica. Tenho pavor de agulhas. Como muito. Adoro doces, mas não consigo comê-los como sobremesa logo após a refeição. Tenho 18 anos e sempre acham que pareço mais velha. Tenho 18 anos e sempre acho que minha cabeça não chegou lá ainda. A preguiça me domina quase o dia inteiro. Eu não gosto de estudar, nunca gostei. Na verdade, esse sempre foi um problema na minha vida, e falo sério quando digo “problema”. Mas eu adoro aprender. Adoro novas línguas, tenho facilidade com elas. Adoro exatas, tenho dificuldade com elas. Sempre tive vontade de cursar Direito, ou Jornalismo, ou Moda. Sempre gostei de escrever, nunca gostei de mostrar pra ninguém. Eu tenho problemas com meus sentimentos. Na verdade, não com eles, mas em mostrá-los. Às vezes me parece que as pessoas que eu mais me importo não sabem disso. Eu estou sempre as ajudando, sempre. Disso ninguém nunca reclamou, pelo contrário. Eu ofereço uma amizade leal, daquelas de filme. Mas me parece que o mundo se acostumou a ouvir os sentimentos, e nem sempre a realmente tê-los. Falar é muito fácil. Eu escuto o tempo todo de pessoas o quanto elas gostam de mim, e de algumas não duvido. Mas quando me acontece alguma coisa, penso em vários nomes, acabo não recorrendo a nenhum. Eu não costumo falar o quanto eu gosto das pessoas, eu demonstro nas minhas maneiras. Quem realmente me conhece, já se acostumou e me aceita assim. E elas sabem que quando precisam, sou eu que estou lá. É um assunto complexo, mas seria impossível falar de mim sem falar dessa minha dificuldade. Eu sempre gostei de mostrar pras pessoas o quanto eu era auto-suficiente. Agora que eu sei que não sou, a fama já está feita. Sempre fui a forte da história, por isso sempre fui a malvada da história. Parece que os “fracos” costumam se associar aos “bons” e aos “certos” quando alguém de fora está narrando. Eu não sei o que acho de crianças, já que não costumo gostar delas, mas sou completamente louca por todos os meus primos, inclusive e principalmente as crianças. Eu não sei o que falar em momentos difíceis. Eu como de quase tudo, gosto de quase todos os tipos de música. Eu sou várias coisas, várias coisas que as pessoas nem imaginam. Mas enquanto eu sou várias coisas, as pessoas gostam de achar que sou antipática, metida, prepotente, fútil, arrogante. Aí elas me conhecem e falam “nossa, você não é nada do que eu pensava”. Eu costumo falar muito. E claro que falo o que não devo direto, enquanto muitas coisas que talvez eu devesse, eu deixo guardadas. Eu não gosto de surpresas, gosto de estar preparada pra tudo. Tenho medo de muitas coisas, mas não são medos banais como pular de bungy jump ou de pára-quedas, já fiz isso tudo, meus medos são outros. Eu não sei o que seria de mim sem certas pessoas, e aposto que elas mal sabem disso. Eu sou muitas coisas. Muitas mudam. Mas o meu molde ta se formando, e dali, nada muda. http://www.youtube.com/watch?v=Y8ukvkkueik&feature=related

terça-feira, 7 de julho de 2009

Tentando apagar o Sol com a peneira

Gosto muito das luzes.

Costumo dormir com a luz apagada, mas há dias que a prefiro acesa.

Costumo deixar você de lado, mas há dias que prefiro você comigo.

E é como a luz. Te acendo, te apago. Você me ilumina, me traz escuridão.

Na hora de deitar costumo apagar a luz. Na hora de admitir, costumo manter na sombra.

Quando surge o claro, minha vista demora pra se adaptar. Na hora de te deixar tudo claro, prefiro manter tudo na escuridão.

Apago a luz, e o mesmo fazem muitas pessoas. Mas a luz da esquina continua, a luz das estrelas também.

São como os dias com você.

Eu acho que tá tudo esquecido, assim como acham muitas pessoas. Mas se eu for olhar da janela, você tá escondidinho na esquina, mas ainda está ali. Tá ali como as estrelas. Como as estrelas, que podem demorar, mas sempre aparecem. Como as estrelas, que daqui parecem tão pequeninas, mas causam um efeito enorme.

Há vezes em que tenho que trocar minha lâmpada. Queimou, sei lá.

Pode ter sido por culpa da brincadeira de ascender e apagar constantemente.

Mas o Sol está sempre ali. O dia todo iluminando, depois dá espaço pra lua. Que às vezes eu esqueço, mas só tem luz por causa dele.

Há dias que troco de pessoas. Queimaram, sei lá.

Pode ter sido culpa da brincadeira de puxar e empurrar constantemente. Mas você está sempre ali. O tempo todo me lembrando, depois dá espaço pra outros. E eu sempre me lembro que de todos, só quem tem luz própria é você.

Gosto muito de você.

Costumo te deixar apagado, mas há dias que preciso acendê-lo.

Mas de qualquer forma, você ilumina.

Meu sol.

Minha estrela.

Minha luz.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Esperança no fundo da gaveta

Eu vou à Igreja. Mas não em busca de um milagre, ou de uma ajuda. Eu não sei como tudo surgiu, ou quando. E tem dias que nem quero saber! No fundo, ninguém sabe. Eu vou porque eu sei que algo feito pela fé, por alguém que acredita, seja lá no que for, não pode fazer mal a ninguém. Eu vou porque independente de como ou quando, as coisas existem, e eu sou grata por elas. Acho que cada um acredita no que quer. Na verdade, acho que cada um acredita mesmo no que precisa acreditar. Mas quando se busca qualquer coisa com a fé, a verdadeira, tudo se expande. Não há fronteiras para fé. E é isso que eu quero pra mim, e pra todos vocês, expansão e menos fronteiras por aí! Não quero saber do que se acha certo ou errado acreditar. Mas eu quero estar num mundo onde as pessoas acreditam nas chances, que acreditam que tudo é possível.  Eu vou à Igreja porque lá eu me sino bem. Eu sinto a esperança. E quer saber? Todos devem ir num lugar onde se sintam bem. Todos devem ir sentir esperança em algum lugar. É isso que eu quero pro mundo, pro meu mundo... Esperança, e gente que acredita!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Voltando pra gaveta

Eu andei viajando um tempo. Em vários sentidos! E como ultimamente tenho sido escrava da auto-escola, escola, e de livros fúteis (que no início do ano resolvi adotar), estou sem tempo para vir aqui. O que me faz falta. Assim que minha inspiração com as palavras voltar, eu boto algo digno aqui. Enquanto isso, deixo esse trecho de um livro fantástico (e sem dúvida alguma marcante) e deixo também a foto de um dos lugares mais lindos do mundo, que eu tive o prazer de conhecer. [Cathedral Cove - Nova Zelândia]

" - Estamos perdendo tempo. Não viu que a pipa está indo para o outro lado? Hassan trincou uma amora. - Está vindo pra cá - respondeu Eu mal podia respirar e ele nem parecia cansado.

- Como pode saber? - perguntei

- Eu sei - Como? (...)

- Já menti pra você, Amir agha? De repente, resolvi implicar com ele. 

- Sei lá - respondi. - Já?- Mil vezes comer cocô! - exclamou ele com ar indignado. - De verdade? Você faria isso? (...)

- Faria o quê? - Comer cocô, se eu mandasse - respondi. (...)

- Se você mandasse, faria, sim - disse ele afinal, olhando bem para o meu rosto. Baixei os olhos. Foi aí que descobri como é difícil olhar diretamente nos olhos das pessoas como Hassan, essas pessoas que dizem sinceramente o que pensam. - Mas fico imaginando... - acrescentou ele. - Será que algum dia você me mandaria fazer uma coisa dessas, Amir agha? E, com isso, Hassan me propôs um pequeno teste. Se eu ia provocá-lo, desafiando sua lealdade, ele ia fazer o mesmo, pondo em prova a minha integridade. (...) 

- Não seja idiota, Hassan. Você sabe muito bem que eu não faria isso! (...)

- Eu sei - disse ele. E esse é o problema das pessoas que são sinceras: acham que todo mundo também é."

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

1/1

Ninguém nasce uma metade.
Eu sou um, você é um. Cada um é um, um inteiro, um sozinho.
Ninguém precisa de mais alguém para ser completo.
Ninguém nasce metade.
Ninguém vive sozinho, mas ninguém precisa de alguém o tempo todo. 
O tempo todo alguém pode querer alguém.
Mas ninguém nasce metade.
Todo mundo já vem formando um inteiro.
O que lhe soma são os complementos.
Eu não nasci completa.
O que me falta eu procuro.
Mas eu não preciso de uma outra metade.
Eu, eu já nasci inteira.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Rédea que acaba

Quando se é criança fazem de tudo para omitir certos assuntos trágicos: “Seu cachorro foi morar numa fazendinha muito longe daqui”, “Vovô foi pro céu, brincar com os anjinhos”. O engraçado é que você cresce e tudo vira tão banal. Tenho ouvido com freqüência o tal do “Não tenho muito mais tempo” ou “minha hora está chegando”.

É fácil lidar com a morte quando se passa por tudo de uma vez só.  Na verdade, você se torna um ser humano fechado que simplesmente sofre sozinho, no escuro. Mas uma coisa que eu nunca soube lidar foi com a partida daqueles que eu julgava imortais. Sabe aquela pessoa que você nem imagina que pode morrer? Uma pessoa que pra você, vai estar sempre do seu lado. Será que somos capazes de sobreviver sem um aliado forte? Sorte de alguns terem família grande, não deve faltar apoio. Mas como toda família, grande ou pequena, existem as rédeas, que sempre sobram para alguém segurar. Aliás, tenho que admitir, é bem mais fácil nos espelharmos-nos mais fortes. O grande problema é quando esse grande e forte resolve desmoronar... 

A hora de cair na real, essa é definitivamente a mais profunda e perigosa.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Tanta mudança

Será que existe alguém realmente satisfeito? Eu vejo pessoas reclamando e reclamando, o tempo todo. Eu me vejo reclamando o tempo todo. Reclamo até de pessoas reclamando! Nem sempre é fácil escrever e se sentir na realidade das suas palavras. Nem sempre é fácil escrever e perceber que no final, tudo se trata de você. E se no final, tudo realmente se tratar de você? Não sei se no fundo procuramos mesmo ações altruístas ou se só achamos a idéia bonita. Até porque quem negaria que a beleza é e sempre foi importante? Existem os diferentes pontos de vista, as diferentes belezas, mas ela acaba sempre sendo importante. Em falar em diferença, esta é outra coisa que muda nossas vidas. Acabamos sempre nos atraindo pelo diferente, pelo peculiar. Até ele cair na rotina... Deixou de ser diferente, perdeu sua graça divina. Então, se você quer sobreviver... Fique sempre mudando (ou não).

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Egocosmintrismo

Você nasce, cresce (ou não), nem sempre se reproduz, e morre. E em qualquer tempo mínimo de vida já obtém um conhecimento enorme sobre vida. Não o conceito de vida, mas sobre a sua vida. E como se isso não bastasse você passa o maior tempo da sua quase-vida procurando entender de onde viemos, porque viemos e como viemos. E claro, insiste em procurar outros planetas, outros sistemas, outras vidas. Mas é claro! Você já conseguiu destruir o seu planeta, seu sistema, sua vida e das outras pessoas. E qual o motivo de arrumar algo melhor pra fazer se a destruição é tão legal? Você é do tipo de pessoa que não está satisfeita em sofrer sozinha. Parabéns, mais uma vez você conseguiu ultrapassar certas barreiras e atingir à todos do seu mundo, seu pequeno mundo ferrado.  E não me venha falar que são todos culpados, não são! Às vezes me vejo colhendo ervas daninhas que vieram do jardim ao lado.

Seria tão fácil se você simplesmente se sentisse... Satisfeito, de vez em quando!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

As ex-crianças de hoje

Eu queria entender o sentido de crescer. Convivo com pessoas novas e com pessoas velhas, e muitas delas não combinam com suas idades. É tão bonito acreditar em um mundo onde o Papai Noel visita todos os lugares em apenas uma noite e esse esforço todo é só para dar presente para as crianças. Um mundo onde se aprende que nós, crianças, nascemos porque “papai e mamãe se amam muito”. Você passa horas conversando com sua Barbie, ou emitindo sons para o seu tigre de pelúcia e seu amigo, urso panda. Vê um cachorrinho na rua e logo quer levá-lo pra casa. Sua mãe briga com você por ter deixado mais uma vez o pote de danoninho na mesa da sala. Você toma refrigerante, come pipoca, e não socializa muito com o sexo oposto. Freqüenta festas que são o assunto do colégio na segunda-feira. Seu sonho é crescer e achar seu príncipe encantado, ou ser um herói com uma agenda lotada de aventuras. Você usa fantasia na rua, se sente ótimo e ainda acha que todos estão te vangloriando. Aí então, um, apenas um, dos seus desejos se realiza, e você cresce.  E olha, eu juro que deixei claro que achar meu príncipe ou ter o espelho mágico da Bela era mais importante pra mim do que crescer, vai ver alguém lá em cima não escuta direito! 

Hoje em dia eu sei o quão desligado o Papai Noel é, por esquecer sempre de passar em alguns lugares, deixando algumas crianças na mão. Sei também que muita criança queria o amor do pai, ou da mãe, mas não conhece nenhum dos dois. Que pais se divorciam e que existem crianças vindas de apenas um desejo momentâneo. E existem também muitas crianças que deixam de nascer, ou que são criadas pelo mundo e já nascem adultas, disso eu sei. Eu descobri que minha Barbie não escuta e que tigres comem pandas. Vejo ex-crianças com nojo dos cachorros de rua, evitando qualquer tipo de aproximação. Minha mãe ainda briga por causa do pote de danoninho, somado às brigas sobre responsabilidade, comprometimento, horários, etc. Eu ainda tomo refrigerante e como pipoca, mas bebo também uma cerveja e aprendi a comer frutos do mar, ou carnes com nomes complicados. A festa legal de antes, hoje tem muito álcool, cigarro, nenhuma comida, e uma socialização enorme entre os sexos opostos, eu diria até exagerada, algumas vezes. Meu sonho é conseguir um bom emprego, com uma casa bonita, um carro legal, e um filho malandrinho com as meninas. Eu não ando fantasiada pelas ruas, e olho estranho para quem o faz. Mas o maior de todos (e espero que dessa vez escutem direito) é que num futuro próximo, os adultos possam aprender com as crianças, e não o contrário.

Eu acabei de voltar do melhor lugar do mundo quando se trata de sonhos. 

“Eu acredito em fadas, acredito, acredito”

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Gente grande

"Ela não era a mais bem vestida, nem era a mais magra nem a mais alta do salão, mas parecia brilhar um pouco mais que os outros. E ela sabia disso."

Que mania horrível essa das pessoas grandes de se sentirem pequenas!

Eu prefiro me sentir grande. Não é para menosprezar ninguém, mas se eu me sentir enorme, acabo fazendo com que as pessoas me achem, no mínimo, “de bom tamanho”. Eu procuro o meu melhor, e olha, é impossível enganar a si próprio nessas situações. Com o meu melhor eu fico satisfeita. E enquanto eu estiver satisfeita comigo, menos precisarei e procurarei nos outros. Quero somar, me vale a pena!

*Desculpem a pressa, mas as férias falam mais alto.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Dos mais fortes ou dos mais calmos?

O mundo é dos mais fortes ou dos mais calmos? Nessa correria de hoje em dia ganha a força, ou a paciência? Ou perdem os fortes, fracos, calmos e impacientes? 

De repente, chegaram as respostas, as tão demoradas conseqüências. E aí você precisa de força para agüentar, lutar, sei lá. Ou de calma, para continuar esperando uma melhora? Tem gente que gosta ou precisa se sentir forte. Tem gente que vive esperando a vida chegar. Mas de nada vale ter força e lutar desperançoso, ou, ter esperança, acreditar, e só esperar.

Esse mundo de gente tão apressada e ocupada está virado de cabeça pra baixo. Tem aquele que se acha capaz de fazer tudo sozinho e, tem aquele que ainda espera a salvação sem sair da sala da tv. E o que aconteceu com aquele que pensava, esperava, mas agia? Ou aquele que pedia ajuda? Então é isso? Somos criados e criaremos os próximos como seres auto-suficientes, auto-didáticos, auto-oxidantes, auto-mutilados, auto-destrutivos? E o que aconteceu com os pais que ensinavam a pedir opinião, a pedir desculpa, a pedir ajuda? 

"Eu não preciso de opinião, nem de ajuda. O google me dá tudo isso. Eu não erro, então não peço desculpas. Eu não preciso de família, de amigos, de livros. Eu tenho internet. Eu acho e aprendo o que precisar. Eu crio amigos e detono inimigos, quantas vezes quiser. E depois, é só desligar minha vida, apagar a luz e ir dormir. Não é? É tudo muito simples. Nem sei por que ainda existem pessoas, que coisa mais desnecessária e errante."

Haja força e paciência.

P.S.: Façam este vídeo ter eco.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Pessoas e razões

Existem pessoas que aparecem para aprender, outras, para ensinar. Não há nada de mais encantador do que achar alguém que te mantenha no zero. Sim. Sem acrescentar demais, subtrair demais, mas sim, equilibrar. Não quero que esperem demais de mim, nem que esperem de menos. Quero me manter equilibrada. Existem pessoas e existem razões. As pessoas passam por mim. As razões justificam meus atos. E às vezes, tudo que você precisa é de uma razão. Fazem-te andar, ou parar. E aí você vê alguém correndo e pensa: Será que eu justifico isso? Será que ela corre para me alcançar, ou para me passar? Talvez seja a hora de parar um pouco – ta aí sua razão. Mas então, lá na frente, encontra alguém parado: É, talvez seja a hora de correr. De repente, tudo se trata de você. Ou não. Eu conheço alguém que aprende e ensina. Que corre, pára, corre, e pára. Que equilibra. E que mesmo assim, bagunça.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Impulsos

Na hora de saque, o impulso é uma das coisas mais importantes. O impulso produzido é suficientemente grande para fazer com que a bola parta, com ou sem dificuldade. Na verdade, não vejo dificuldade nenhuma nos impulsos, nos estímulos. Se você tem uma necessidade irresistível, é claro que vai querer supri-la, e isso significa: prática de atos irrefletidos. Logo após essa ação automática (ou semi), chegam as conseqüências, os danos, ou seja, as dificuldades. Então você reflete. Essa tal de grandeza física, determinadora da ação de uma força, te mostra o quão fraco você é perto dos impulsos do seu corpo, da sua mente. Se grandes os esforços e as vontades, você se consola. Mas e se pequenos? Menor ainda sou eu – penso – incapaz de controlar uma ação explosiva tão insignificante. Seria o oposto de impulso, a prudência? Agir com moderação, cautela? Realmente, não há nada de instantâneo em estar sempre evitando causar danos. Mas será o cuidado realmente minha solução? Devo cuidar do futuro ou me descuidar do presente? Então o problema não é o saque, mas o que vem depois do saque. A bola vai partir de minhas mãos, mas isso não me garante nada? Ela pode partir para qualquer lado! Usamos os impulsos também para medir um esforço necessário para manter um corpo em movimento, ou até mesmo em repouso. Então, seria a prudência uma forma mais quieta de impulso? Bom, não que eu queira passar minha vida parada, mas viver em constante movimento seria cansativo! Será que eu consigo dominar meus impulsos? Ou dominá-los seria a mesma coisa que deixar o “esforço necessário” do repouso vencer? Sem graça seria viver só de impulsos, ou só da cautela. Ou eu viveria em inconsciência, ou seria um eterno protegido da vida. “Desejos violentos tem fins violentos” – sejam eles desejos de repouso ou inquietação? Abrir mão de meus impulsos seria abdicar de tudo que há de mais instantâneo na minha vida. Porém, viver só deles, seria assinar em baixo de uma vida inconseqüente, sem cálculos, só surpresas. Quero eu morrer velho, ou novo? Guardar a bola no armário, ou sacá-la com toda minha força pode dar no mesmo. Tudo depende se eu farei o ponto, ou não.

"Mas os impulsos aos quais não permitem saída, continuam a existir neles a tal como os rios represados, cedo ou tarde, transbordarão.” (Bertrand Russele)

terça-feira, 10 de junho de 2008

Algo de passado

Nessa foto eu tinha 15 anos, e por mais que muitos não acreditem, sim, eu já tive 15 anos. Tinha 15 anos e uma mão levantada, sabe-se lá por que. E nossa, como essa foto me traz boas recordações. Claro que se eu pudesse, mudaria várias coisas. Não sou do tipo que jura não se arrepender de nada. Na verdade, me arrependo de muitas coisas. E ao contrário da massa humana, não me arrependo "só do que eu não fiz". Tudo o que eu não fiz, na hora, me parecia certo não fazer, então, porque eu me arrependeria? Já o que eu fiz, eu me arrependo, porque pode ter soado certo na hora, mas nem sempre é possível prever as coisas. Apesar de colecionar fatos em que eu mudaria alguma coisa, admito que todos me acrescentaram muito. Acrescentaram tanto, que hoje posso ver meus erros, e enfim, me arrepender. Nos meus 15 anos, eu queria ser bela como umas meninas de 17, achava que sabia as mesmas coisas que as de 20, e me achava independente como as de 30. Agora eu tenho 17, gostaria de mudar partes da história dos 15, não vejo nada de tão encantador nas antigas de 17, que agora estão nos 19, aguardo pelos famosos 18, e ainda me acho independente como as de 30. E aí eu penso, será que é isso? Será que a gente vai sempre viver preso ao passado? Será mesmo que tudo em que nos tornamos não passa de um reflexo dos traumas de infância? Será mesmo que felizes são os desmemoriados? Quero que meu passado, quem sabe um dia, se torne um futuro. Quero que o presente seja um belo passado. Quero ser mais apegada ao presente do que ao passado. Quero manter no passado só as somas e o aprendizado, pra não perder muito tempo no presente. Quero manter no presente só os aprendizados passados, e não me preocupar tanto com o futuro. Quero manter no futuro nada além de uma continuação do passado e do presente. Gostaria de mudar partes do passado. No presente não há nada que eu não possa fazer, mudar, inverter. E gostaria que no futuro... Ah, nada. Eu não o conheço mesmo!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Minhas belas estrelas

Para mim, foi uma grande decepção descobrir que as estrelas morrem. Como uma coisa tão bonita pode morrer? Bom, não sei se você sabe, mas pessoas também morrem. É. Como uma coisa tão fantástica pode morrer? Nunca amadureci muito bem essa idéia. Afinal, morrer significa ir embora? Na verdade, existem muitas coisas que eu sempre julguei imortais. De fato, ainda existem muitas coisas que eu contrario minha inteligência e julgo-as imortais. Mas quem disse que isso é contrariar minha inteligência? Procurei no dicionário, e uma das opções diz que imortal é aquilo que se admira ou lembra por muito tempo, algo inesquecível. Ah, se é assim, não tem mistério. Está tudo em nossas mãos, ou melhor, em nossas mentes. Se você é capaz de admirar e se lembrar de algo que já se foi, você é capaz de mantê-lo vivo em algum lugar. Nossa, quantos ignorantes nos cercam. E só de pensar que existem pessoas que passam suas vidas procurando o tal "elixir da vida"... E olha só, ele está aí, dentro de todos. Quer ser imortal? Moleza. Faça as pessoas te admirarem, dê virtudes para se lembrarem. Pronto, você é imortal. Mas e sobre partir, tenho mesmo que partir? Pensando bem, não vai ser a 1ª vez em que deixarei alguém na vida. Pessoas vão embora o tempo todo, né? Não será a 1ª vez que alguém será deixado também. Pessoas são deixadas o tempo todo. Vá ao aeroporto, você encontrará pessoas partindo, pessoas chegando, pessoas sendo deixadas, pessoas sendo encontradas. Mas e as estrelas? Elas morrem também (apesar de eu não aceitar bem essa idéia). Quando tive esta minha grande descoberta (chamaria de trauma, se não fosse uma palavra tão pesada) sobre as estrelas, fui confortada com o seguinte rebate: Mesmo após morrerem, as estrelas continuam brilhando pra nós durante muito tempo. E assim tem sido minha reação às perdas. Ou seriam às partidas? Eu sofro por ser egoísta. Por saber que EU vou sentir falta de alguém, ou de alguma situação. Mas é superável. Afinal, agora eu sei que sou a responsável pelo brilho de minhas estrelas. Basta admirá-las, lembrá-las, assim, elas serão imortais, e para mim, estarão sempre brilhando. Nossa, da minha janela eu vejo tantas estrelas...
Eu sou imortal até que se prove o contrário.

terça-feira, 27 de maio de 2008

"Pick your day"

Eu diria que tratar de pessoas é mais complicado do que tratar de coisas. Uma coisa pode ser sua prioridade, sua escolha, sua opção. E quem disse que ela liga? Tratando-se de pessoas a maneira faz toda a diferença. As pessoas ligam. Ninguém do lado menos favorável vai gostar de uma relação entre opção e prioridade, já do outro lado, as pessoas estarão sempre satisfeitas com seus lucros. Complicado? É o seguinte: você não vai gostar de ser tratado como opção por quem considera prioridade; você não vai ligar de tratar como opção quem te trata como prioridade. Você não vai ligar. Uma escolha é feita devido à opções, a prioridade pode ser escolhida, o que não deixa de ser uma opção de quem a escolheu. Suas prioridades se tornam suas escolhas, mas suas escolhas nem sempre serão suas prioridades. Mas e quando suas prioridades viram suas opções, e nem sempre você opta por elas? E quando suas opções se tornam suas prioridades? E quando suas escolhas não têm mais opções, viram obrigações? Vai ver é isso. Você vai estar sempre preso às suas opções, às suas escolhas, às suas prioridades. Uma pessoa pode ser pra você apenas uma coisa, uma opção. Você, com suas coisas, pode ser para alguém (ou para uma coisa) uma escolha. Uma coisa pode se tornar prioridade para uma pessoa. Uma pessoa pode se tornar uma opção (nem sempre escolhida) para uma coisa. Coisas e pessoas podem se tornar prioridade para outras coisas e pessoas pela simples falta de opção, o que se torna uma escolha.
Cada opção tem uma escolha. Cada prioridade vem de uma escolha. Cada escolha tem um preço.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Tira a poeira, vai...

Parece que seu troféu criou pernas e saiu da sua prateleira.
Vai ver você andou preocupada demais em limpá-lo, lustrá-lo, venerá-lo e esqueceu de perguntar se ele queria mesmo ficar na redoma de vidro.
Vai ver o que antes era seu motivo de orgulho perante os outros, agora não serve mais sequer de souvenir para você...
Vai ver você não vai ligar... Ou vai demorar a perceber.
Vai ver seu troféu achou algo insignificante o bastante a seu ver, com que pudesse causar certa relevância junto.
Vai ver é sua vez de limpar a prateleira...
Quem sabe agora você não acha um belo quadro, ou até mesmo uma fotografia...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Mãe

É difícil te explicar. Na verdade, é difícil te entender. Você reclama, mas não desiste. Você se magoa, mas não desiste. Você ameaça desistir, mas nunca fecha a porta. É pra você que eu recorro. Eu sei que por mais errante que eu possa ser, você não desiste. E se eu te peço pra desistir, logo depois, você me recebe. É você que sorri, se eu estou sorrindo. É você que chora quando me vê chorando, e chora até mais, até eu finalmente conseguir te consolar. É você que é forte, mas que se desaba, leva a casa inteira com você. É você que não elogia, reconhece calada, e ainda critica. É você que chora ao se despedir, quando eu vou passar uma semana fora. É você que ganha a semana se eu ligo com saudade, e digo que está tudo bem. É você que briga comigo, e depois passa por cima. É você que não esquece quando sou eu brigando com você. É você que proporciona os momentos de mãe, e os momentos de filha. De todos os colos, é o melhor. Colo de choro, de alegria. Colo que eu cresço, e continua parecendo sob medida. De todas as mentes, é a mais complicada. Mente aberta, mente que ensina, mente que aprende. De todos os jeitos, é o mais parecido e difícil. Jeito que muda, que permanece, que desagrada, que conquista. De todos os momentos, é difícil achar um em que não estivesse presente. Presente por perto, de longe, presente ao lado, nunca atrás, nem na frente. De todas as quedas, sempre foi a mão. Mão que acolhe, mão que ensina, mão que ajuda, mão que segura. De todos os motivos, sempre foi um deles. Motivo implícito, motivo que explica. É como se eu estivesse andando pelo meu caminho, e toda vez que eu me perco, é você que aparece no escuro, pega minha mão, e me norteia de novo. Enfim, mãe. É só um pouco do que eu sinto, e nem sempre digo. Pra minha mãe e todos que representam esse papel de vez em quando!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Velho arrepio

Você me deixa mal de uma maneira única. Não, não quero dizer que você me faz mal, isso apenas mostra que você meche comigo a tal ponto. Só você consegue me deixar mal assim. De novo, não quero dizer que você me faz mal, sou eu que me faço mal em relação a você... Você fez a curva, eu tenho que seguir o meu caminho, pior, tenho que seguir a minha vida agora. Que você seja muito feliz... Em nenhum momento você deixou de fazer por onde merecer! Sempre que me lembro daquelas suas palavras ("cuida do que é seu") perco o sono. Não sei se foi descuido com o que era meu, ou se tentei cuidar do que nunca foi. É, não foi pra ser, mas continuo esperando a hora, acho que a nossa hora chega. Seja feliz, muito feliz. E se lembre sempre do seu valor... Quando esquecer, me procura, eu te falo no ouvido. Com você, o tempo sempre passou sem eu nem perceber... Mas nada de "adeus", certas coisas nunca acabam. Nós temos algo com um bom começo, um meio rabiscado, e uma tentativa de fim. Culpa dos dois. Mas os sentimentos resistem... Resistem que eu sei. Você sabe! "Ninguém tira" - lembra? Tá guardado, num potinho... A gente abre na hora certa. Enquanto isso, a gente cuida do que é nosso. Não quero te confundir, cansei de aparecer em suas horas estáveis e ouvir que balancei. Mas é que você precisa saber sobre esse sentimento que sempre julguei tão óbvio, e descobri que a obviedade era muito implícita. Saber sobre esse sentimento que eu cuido, que não muda, que ninguém tira. Sempre quis te mostrar que você era minha... Desculpa, eu sei que é tarde demais! Agora, aquele "não deixa o momento escapar" faz mais sentido. Ok, hora de fazer a minha curva! Saiba que você estará sempre no potinho... Ninguém balança como você. vivendo, mas esperando as curvas se encontrarem, nossas horas chegarem. Você é... você! E eu deixo meu farol aceso, porque eu vou querer voltar (eu sei, você sabe).

terça-feira, 8 de abril de 2008

A escassez da água

É preciso aprender a usar a água com consciência. Todos sabemos de sua importância, porém, na prática, acabamos sem lutar muito por ela.
A água é muito importante, não só para os seres humanos, mas, para todos os seres vivos e para todo o ecossistema. Nós, apesar de subestimá-la algumas vezes, precisamos dela, lembrando que nosso organismo contém, em média, 70% de água. Nossas fontes de energia precisam de água, formando assim, um ciclo.
O problema em precisarmos tanto da água é que a água potável do planeta já é de pequena porção comparada à quantidade total de água existente, e está acabando. Usamos a água de formas exageradas e até desnecessárias, em alguns casos. Acrescentando o fato de que poluímos grande parte da nossa água.
Por último, mas não menos importante, é o caso da água potável não ser renovável, o que torna mais agravante a sua escassez. Se precisássemos de "qualquer água", e esta foi poluída, não há volta.
Já que precisamos tanto da água, e esta não é renovável, a solução é começar a usá-la com consciência, sem desperdícios, antes que o fato dela acabar acabe com a gente.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Teu farol

(...) Perceba que não lhe falta lugar para fugir. Mas se for fugir, por favor, fuja direito. E deixa teu farol aceso... Você pode querer voltar. Seja flexível com os lugares, eles serão flexíveis com você. Seja compreensivo com as pessoas, elas serão compreensivas com você. Tenha curiosidade pelas histórias, mais tarde elas terão curiosidade sobre você. Seja respeitoso com o tempo, mesmo que ele não demonstre respeito por você. Seja flexível, compreensivo, curioso, respeitoso com você... É o seu lugar, sua pessoa, sua história, seu tempo. Tenha a coragem de partir, não se esqueça de voltar. Deixa teu farol aceso... Você vai querer voltar! (...)
(texto sem começo e fim, por enquanto)
Quando a estrada fica interrompida, o desvio pode ser interessante.” (Martha Medeiros)

segunda-feira, 31 de março de 2008

O tal do aniversário...

Ele veio me dizer que finalmente havia chegado o dia do meu aniversário. Deu a entender que eu estaria pronta para viver agora. E quem foi que disse a ele que essa data é mesmo tão importante? Entendo que para meus pais seja uma alegria comemorar mais um ano de minha vida. Comemorar a data em que ambos passaram por tantas emoções, boas e ruins. Para meus amigos, qual é o significado? Compartilham vários momentos em que eu mereço "parabéns", e nem sempre os recebo. Perdem várias oportunidades de me desejar "tudo do bom e do melhor", e nem sempre o fazem, ou até mesmo cooperam para. Desejam que eu "realize todos os meus sonhos", e no normal, às vezes, até me impedem de tal coisa. Afinal, qual a importância de um aniversário para eles? O que estão comemorando? Não sei se realmente gosto muito do radicalismo... Mas acho que seria mais digno fazer valer todos os dias. Vale mais o dia, ou os dias?
“Eu ontem tive a impressão de que Deus quis falar comigo. Não lhe dei ouvidos. Quem sou eu para falar com Deus? Ele que cuide dos seus assuntos, eu cuido dos meus.” (Paulo Leminski)